Do preconceito à valorização: mulheres encontram novas oportunidades no setor florestal de MS
- 2026-03-08 07:00:43
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Engenheira Rayane Aparecida Silva Menezes se dedica ao melhoramento genético do eucalipto. Divulgação/Arbogen O dia 8 de março marca a luta das mulheres na busca por conquistas sociais, políticas e trabalhistas. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, e também traz na pauta debates como igualdade de gênero, combate ao machismo e à violência. Nas questões trabalhistas, por exemplo, as mulheres passaram a ganhar espaços em contextos profissionais antes dominados homens. Em Mato Grosso do Sul, um dos setores que registram esse novo cenário é o florestal. Do preconceito à valorização, são muitas as histórias de conquistas profissionais de mulheres no setor. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Joérica Travasso de Moreira é um desses exemplos. Ela se mudou de Laranjal do Jari, no Amapá, para Água Clara e conquistou vaga para atuar na colheita, na MS Florestal, empresa voltada à produção de madeira de eucalipto destinada à fabricação de celulose. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Me mudei para Água Clara em busca de uma oportunidade. Na minha região, além da falta de vagas, sofri bastante preconceito por ser negra e pela minha orientação sexual. Aqui na MS Florestal, me sinto acolhida e valorizada por todos. Estou muito feliz e todos deveriam valorizar essa oportunidade com todas as forças", comenta Joérica. Joérica Travasso Moreira atua na colheita de eucalipto em Mato Grosso do Sul. Divulgação/MS Florestal Na ASJ Florestal, em Nova Andradina, 25% dos 130 funcionários são mulheres. No viveiro da empresa, localizado no distrito de Nova Casa Verde, elas representam 90% da equipe. A engenheira florestal Bárbara de Souza Marques, que também atua na área de segurança do trabalho, conhece de perto os desafios. “Creio que a maior dificuldade seja ainda o setor ser considerado um ambiente predominantemente masculino. Em cargos técnicos, a gente já ocupa uma boa parte, mas ainda vemos essa dificuldade de acessar esses cargos da alta gestão". Bárbara de Souza Marques é engenheira e atua no setor florestal em Mato Grosso do Sul. Divulgação/ASJ Florestal Rayane Aparecida Silva Menezes, 28 anos, engenheira florestal e pesquisadora de desenvolvimento de produto da ArboGen, trabalha com melhoramento genético do eucalipto. “Em alguns momentos, ser a única mulher exigiu uma fala mais firme (...). Ainda assim, posso afirmar com convicção que nós, mulheres, também temos capacidade técnica e física para atuar nessa área". Estatísticas Mato Grosso do Sul registrou aumento na contratação de trabalhadores da agropecuária em 2025. O cultivo de eucalipto respondeu por 55% dessas vagas, metade de todos os empregos formais do setor no estado. Grande parte dessas contratações é formada por mulheres de diferentes regiões do país, que buscam estabilidade, independência e valorização profissional. O avanço também é impulsionado pelo peso econômico da atividade. No beneficiamento de eucalipto, Mato Grosso do Sul liderou as exportações brasileiras em 2025. Segundo a plataforma Comex Stat, o estado embarcou 6,8 milhões de toneladas — 33,8% do total nacional. O volume é mais que o dobro do registrado por São Paulo, segundo colocado, com 3,4 milhões de toneladas. Enquanto o Brasil cresceu 11,4% no setor, Mato Grosso do Sul teve alta de 48,7% em relação ao ano anterior. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
Fonte da noticia: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/03/08/do-preconceito-a-valorizacao-mulheres-encontram-novas-oportunidades-no-setor-florestal-de-ms.ghtml
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