Delegado e policiais suspeitos de desviar cocaína apreendida são alvos de operação com 64 mandados em MS
- 2026-09-24 13:43:38
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Delegado e policiais suspeitos de desviar cocaína apreendida são alvos de operação em MS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação “Infiltrados”, que investiga um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais.
Ao todo, são cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
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Até o momento, o Gaeco confirmou a prisão de nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal. Os mandados ainda estão em cumprimento, e o número de presos pode aumentar ao longo da operação.
Conforme apurado pelo g1, um dos alvos da operação é o delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, da 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. Anteriormente, ele foi titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). Em junho deste ano, foi removido do Garras e transferido para a 6ª Delegacia.
O advogado do delegado Hoffman, Amilton Ferreira de Almeida, afirmou que o cliente está em Campo Grande, mas disse não saber onde ele está. Segundo o advogado, não há mandado de prisão contra o delegado. Caso exista, afirmou que Hoffman vai se entregar ainda nesta quinta-feira (24).
Três civis presos
Até o momento, o g1 apurou que três civis foram presos: Weslei Benítez, Kayon Lucas Leodoro da Silva, conhecido como “LK”, e Heberti Barbosa.
A defesa de Weslei afirmou que ele é inocente e que ainda busca esclarecer o motivo pelo qual ele é alvo do mandado de prisão. Segundo o advogado, Weslei era amigo próximo de Kayon e, como ele já havia sido preso anteriormente, a relação entre os dois teria motivado a inclusão de Weslei na investigação. A defesa também afirmou que ele não tem relação com os policiais presos na operação.
A defesa de Heberti afirmou que ainda não teve acesso aos documentos do caso e não sabe detalhes sobre a investigação.
O g1 não localizou a defesa de Kayon.
Policiais investigados se aproveitavam das funções públicas
As investigações começaram em outubro de 2025, a partir de provas descobertas durante as Operações Traquetos e Blindspot, também do Gaeco. Segundo o Ministério Público, as apurações apontaram a participação de policiais em um esquema de desvio de drogas, principalmente cocaína.
De acordo com o MPMS, os policiais investigados se aproveitavam das funções públicas para desviar drogas apreendidas em ocorrências. Segundo a investigação, o esquema ocorria de duas formas: pela omissão de parte dos entorpecentes nos registros oficiais ou pela retirada da droga diretamente dos depósitos das delegacias.
A droga desviada, segundo a investigação, era repassada a traficantes ligados à organização criminosa, que a colocavam novamente no mercado ilegal.
A operação tem apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar, do Batalhão de Choque, do Bope e da Polícia Institucional do Ministério Público Federal. A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS) também acompanha as diligências na residência de uma advogada.
O nome da operação, “Infiltrados”, faz referência, segundo o MPMS, à presença de integrantes da organização criminosa em órgãos de segurança pública e ao uso de funções e estruturas destinadas ao combate ao crime para a prática dos delitos investigados.
Mandados são cumpridos na manhã desta quinta-feira (24).
Fabio Rodrigues
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação “Infiltrados”, que investiga um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais.
Ao todo, são cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
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Até o momento, o Gaeco confirmou a prisão de nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal. Os mandados ainda estão em cumprimento, e o número de presos pode aumentar ao longo da operação.
Conforme apurado pelo g1, um dos alvos da operação é o delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, da 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. Anteriormente, ele foi titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). Em junho deste ano, foi removido do Garras e transferido para a 6ª Delegacia.
O advogado do delegado Hoffman, Amilton Ferreira de Almeida, afirmou que o cliente está em Campo Grande, mas disse não saber onde ele está. Segundo o advogado, não há mandado de prisão contra o delegado. Caso exista, afirmou que Hoffman vai se entregar ainda nesta quinta-feira (24).
Três civis presos
Até o momento, o g1 apurou que três civis foram presos: Weslei Benítez, Kayon Lucas Leodoro da Silva, conhecido como “LK”, e Heberti Barbosa.
A defesa de Weslei afirmou que ele é inocente e que ainda busca esclarecer o motivo pelo qual ele é alvo do mandado de prisão. Segundo o advogado, Weslei era amigo próximo de Kayon e, como ele já havia sido preso anteriormente, a relação entre os dois teria motivado a inclusão de Weslei na investigação. A defesa também afirmou que ele não tem relação com os policiais presos na operação.
A defesa de Heberti afirmou que ainda não teve acesso aos documentos do caso e não sabe detalhes sobre a investigação.
O g1 não localizou a defesa de Kayon.
Policiais investigados se aproveitavam das funções públicas
As investigações começaram em outubro de 2025, a partir de provas descobertas durante as Operações Traquetos e Blindspot, também do Gaeco. Segundo o Ministério Público, as apurações apontaram a participação de policiais em um esquema de desvio de drogas, principalmente cocaína.
De acordo com o MPMS, os policiais investigados se aproveitavam das funções públicas para desviar drogas apreendidas em ocorrências. Segundo a investigação, o esquema ocorria de duas formas: pela omissão de parte dos entorpecentes nos registros oficiais ou pela retirada da droga diretamente dos depósitos das delegacias.
A droga desviada, segundo a investigação, era repassada a traficantes ligados à organização criminosa, que a colocavam novamente no mercado ilegal.
A operação tem apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar, do Batalhão de Choque, do Bope e da Polícia Institucional do Ministério Público Federal. A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS) também acompanha as diligências na residência de uma advogada.
O nome da operação, “Infiltrados”, faz referência, segundo o MPMS, à presença de integrantes da organização criminosa em órgãos de segurança pública e ao uso de funções e estruturas destinadas ao combate ao crime para a prática dos delitos investigados.
Mandados são cumpridos na manhã desta quinta-feira (24).
Fabio Rodrigues
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Fonte da noticia: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/09/24/delegado-e-outros-policiais-sao-alvos-de-operacao-que-mira-trafico-de-drogas-em-ms.ghtml
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