Jovem que morreu em Universidade Federal em MS foi socorrido por alunos de medicina; grupo denuncia falta de estrutura

  • Estudante morre após ter parada cardiorrespiratória em sala de aula em MS O estudante Felipe Gebra Pasquini, de 20 anos, que morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma aula na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados, foi socorrido inicialmente por estudantes de medicina e por uma equipe de enfermagem da universidade, conforme relato dos próprios alunos. Após a morte do jovem, alunos passaram a cobrar da instituição uma estrutura permanente de atendimento médico de emergência dentro da Cidade Universitária. O Diretório Central dos Estudantes da UFGD realizou assembleia nessa sexta-feira (22) para cobrar melhoras na infraestrutura de socorro no campus. O g1 questionou a assessoria da universidade sobre as reivindicações dos estudantes, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Felipe cursava Engenharia de Energia na UFGD desde 2024. Ele passou mal durante uma aula no Bloco C da Unidade II, na manhã de 15 de maio. Segundo a universidade, o estudante sofreu uma parada cardiorrespiratória. A família do jovem confirmou a causa da morte. De acordo com nota do Centro Acadêmico de Engenharia de Energia “Mária Telkes”, baseada em laudo médico e em informações da família, a parada cardiorrespiratória foi causada por um infarto agudo do miocárdio associado a uma má-formação coronariana que não havia sido identificada em exames de rotina. Primeiros atendimentos foram feitos por alunos Felipe Gebra Pasquini Reprodução/Redes Sociais Os primeiros atendimentos foram feitos ainda em sala de aula. Conforme os estudantes, alunos de medicina que estavam próximos ao local ajudaram no socorro até a chegada da equipe da Divisão de Saúde Comunitária e Estudantil (Disce). A UFGD informou que a equipe de enfermagem foi acionada por volta das 9h por um estudante que relatou um desmaio em sala de aula. No local, os profissionais iniciaram os procedimentos de suporte básico de vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou cerca de 15 minutos depois. Felipe foi levado ao Hospital da Vida, mas morreu por volta das 11h. Falta de sinal prejudicou acionamento de socorro Estudantes afirmam que houve dificuldade para acionar o Samu devido à falta de sinal de telefonia móvel dentro da Cidade Universitária. O problema foi incluído na pauta de reivindicações aprovada em assembleia estudantil realizada na sexta-feira (22). O encontro reuniu estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Entre os pedidos aprovados estão: A criação de uma equipe médica de plantão no campus; Uma ambulância permanente na Unidade II; A implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima à Cidade Universitária. Os estudantes também pedem treinamento permanente de primeiros socorros para a comunidade acadêmica e mais equipamentos para atendimento de emergência. Segundo os alunos, a estrutura atual da Divisão de Saúde Comunitária e Estudantil conta com cinco enfermeiros, quatro técnicos de enfermagem, um auxiliar de enfermagem e três psicólogas. Não há médicos nem ambulância de plantão no campus. Em nota aprovada na assembleia, os estudantes afirmaram que as medidas adotadas pela universidade após outra morte registrada em 2014 “chegaram ao teto de eficácia”. Reitoria cria comissão A reitoria da universidade criou uma comissão para analisar as condições de atendimento a emergências na Unidade II e propor medidas para ampliar a estrutura de saúde no campus. O grupo tem representantes da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Proae), da Disce, do Hospital Universitário, da Faculdade de Ciências da Saúde, da Faculdade de Engenharia e do DCE. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 30 dias.
  • Fonte da noticia: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/05/24/jovem-que-morreu-em-universidade-federal-em-ms-foi-socorrido-por-alunos-de-medicina-grupo-denuncia-falta-de-estrutura.ghtml

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